Quem sou eu

Minha foto
Jornalista, Terapeuta Holística, Taróloga, Cabalista,Sacerdotisa, Professora,Educadora Patrimonial, Escritora, Numeróloga, Pesquisadora de Ciências Ocultas, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica, Tarô Terapêutico e Numerologia.
Mostrando postagens com marcador ALFABETO RÚNICO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ALFABETO RÚNICO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ALFABETO RÚNICO

Pente de Vimose (Dinamarca) com a inscrição rúnica mais antiga que se conhece.
As runas são letras características, usadas para escrever nas línguas germânicas da Europa do Norte, principalmente na Escandinávia, ilhas Britânicas e Alemanha(regiões habitadas pelos povos germânicos) desde o séc. II até ao séc. XI. Estes caracteres têm sido encontrados em pedras rúnicas, e em menor número em ossos e peças de madeira, assim como em pergaminhos e placas metálicas.
Fehu fUruz uÞurisaz þAnsuz aRaido rKaunan kGebo gWunjo w
Haglaz hNaudiz nIsaz iJeran jEihwaz ïPerþo pAlgiz zSowilo s
Tiwaz tBerkanan bEhwaz eMannaz mLaukaz lIngwaz ŋDagaz dOþalan o
As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150. O alfabeto rúnico foi sucessivamente substituído pelo alfabeto latino, com o avanço do cristianismo na Europa central, no século VI, e na Escandinávia, no século XI.
O alfabeto rúnico germânico primitivo tinha 24 runas, e era usado na Alemanha, Dinamarca e Suécia, desde a época inicial. Esta lista ordenada das runas é conhecida como Futhark antigo (devido às suas primeiras seis letras serem 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K' - ᚠᚢᚦᚨᚱᚴ), e foi usada até à Idade Média.
Alfabeto rúnico, na Pedra de Klyver, datada de 400 d.C.

Na Escandinávia - Dinamarca, Suécia e Noruega, as inscrições mais antigas que se conhecem, usavam esses 24 caracteres, tendo todavia esse alfabeto inicial sido sucessivamente reduzido a apenas 16 caracteres - o Futhark recente, também conhecido como "runas escandinavas".
Runen nordisch.jpg

A versão anglo-saxónica, com 28 caracteres, é conhecida como Futhorc (um nome também com origem nas primeiras letras deste alfabeto).
Beagnoth Seax Futhorc.jpg
Contudo, o uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na Escandinávia, na área rural da Suécia até ao início do século XX (usado principalmente para decoração e em calendários rúnicos).
Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário, cujo ano se iniciava no dia 29 de Junho, representado pela runa Feob.
Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte desde o pré-cristianismo para o auto-conhecimento. Arte denominada de pagã pelo cristianismo.

Origem Mitológica das Runas

Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos da Edda poética, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, contam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes:
Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressuscitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuíam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Transliteração do alfabeto rúnico

RúnicoLatino
ComplexoSimplificado
ᚠFF
ᚡVV
ᚢUU
ᚣƦYr
ᚤYY
ᚥWW
ᚦÞTH
ᚧÐD
ᚨAA
ᚩÔO
ᚪÂA
ᚫ
ᚬŌO
ᚭŎO
ᚮÓO
ᚯŒŒ
ᚰ
ᚱRR
ᚲK̂K
ᚳ
ᚴKK
ᚵGG
ᚶŊNG
ᚷĜG
ᚸ
ᚹǷW
ᚺHH
ᚻĤH
ᚼȞH
ᚽḨH
ᚾNN
ᚿŅN
ᛀṄN
ᛁII
ᛂEE
ᛃJJ
ᛄ
ᛅǢÆ
ᛆĂA
ᛇ
Æ
Æ
ᛈPP
ᛉẐZ
ᛊSS
ᛋŠS
ᛌŞS
ᛍCC
ᛎZZ
ᛏTT
ᛐŢT
ᛑDD
ᛒBB
ᛓB̧B
ᛔṖP
ᛕṔP
ᛖÊE
ᛗMM
ᛘM̌M
ᛙM̧M
ᛚLL
ᛛĿL
ᛜNᵍNG
ᛝN̂ᵍNG
ᛞD̂D
ᛟÒO
ᛠ
ᛡIORIOR
ᛢ
ᛣ
ᛤ
ᛥ
ᛦƦ̌
ᛧƦ̧
ᛨƦ̂
ᛩQQ
ᛪXX
᛫..
᛬
:
:
᛭
ᛮ
ᛯ
ᛰ

Referências

  1. Ir para cima↑ Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Runorna». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 76. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1
  2. Ir para cima↑ «runor». Norstedts uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts. 2007-2008. p. 1097. 1488 páginas. ISBN 9789113017136
  3. ↑ Ir para:a b Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Runor». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 833. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6
  4. Ir para cima↑ «Runor» (em sueco). Årsunda Viking. Consultado em 23 de dezembro de 2016
  5. Ir para cima↑ Stålbom, Göran (1994). «Myten om runornas ursprung (Mito da origem da runas)». Runristningar (em sueco). Estocolmo: Fabel förlag. p. 14-18. 206 páginas. ISBN 91 7842 1705