sexta-feira, 26 de junho de 2009

O QUE É A MAGIA?



“Na Idade Media, uma pessoa era acusada de magia, quando ficava estabelecido que por meios diabólicos, ela se empenhava conscientemente em alcançar alguma coisa”, (M. Berthelot).

No século XXI, pode-se ainda encontrar a acusação de bruxaria (magia), quando fica estabelecido que alguém, através de meios pretensamente sobrenaturais, alcança resultados declarados impossíveis por intermédio de qualquer outro meio.

Na Idade Média, os Magos eram queimados vivos acusados de bruxaria; no século XXI, eles são cobertos de ridículo, o que parece pior, uma vez que o ridículo jamais concebeu mártires.

Em seu horror pelo sobrenatural, a ciência moderna rejeita impiedosamente cada tentativa que julga ser operada segundo princípios ignorados por seus dogmas estabelecidos. Assim rejeita o milagre, da mesma forma que todo evento relevante do domínio da religião.

Por seu turno, a religião tem horror da ciência; ela receia que a ciência se ponha a esmiuçar suas práticas e lá descubra um reino de fatos, naturais e patentes que, reduzidos as suas justas proporções, tornariam inútil qualquer qualidade relativa às coisas sacerdotais, ela teme que o sábio assuma o lugar do sacerdote.

Assim, a religião rejeita todo milagre que não seja operado segundo os princípios consagrados por seus dogmas estabelecidos.

Logo, que qualquer um que efetue e seja bem sucedido em uma experiência, fora das leis cientificamente reconhecidas, é tratado impiedosamente de louco pela ciência e de partidário do demônio pela religião.

E cada partido tem um nome preparado para indicar esse demente e esse excomungado: é um mago, um bruxo, dizem eles.

Acontece que o mago é apenas um pesquisador, tentando fazer com que o sobrenatural se encaixe no natural.

Quanto à magia, afinal de contas e segundo a expressão de Karl Du Prel, é apenas “a ciência natural desconhecida”.

Atualmente a magia, vê-se novamente como objeto de estudos positivos e profundos.


ALINE SANTOS: É Jornalista, Terapeuta Holística, Taróloga, Professora, Escritora, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.

Bibliografia:

1 - P.V. Piobb, Formulaire de Haute Magie

2 - Papus, Tratado Elementar de Magia Prática

3 - Dr. Baraduc, La Force Vitale.

4 - Charles Barlet, artigo de L’Initiation

5 - Eliphas Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia

6 - Marcelin Berthelot, Origines de l’Alchimie

7 - Dante Alighieri, Divina Comédia

O QUE É MAGIA? CONTINUAÇÃO


A Magia se dedica aos fluidos que, propriamente ditos, são a manifestação de um estado energético da matéria, conhecida em parte pela ciência atual: ela começa onde termina a física.

A Alta Magia conquistou a atenção das pessoas sérias, dos espíritos mais esclarecidos. Ela aparece como uma ciência bastante incompleta,uma vez que, até aqui, seus segredos foram velados pelos mistérios dos símbolos e por serem suas leis de muito difícil percepção. A Alta Magia repousa sobre o princípio de que, na natureza, existem forças ocultas a que denominamos fluidos. Esses fluidos são de três naturezas:

1ª - Magnética e puramente terrestre;

2ª - Vital e principalmente humana;

3ª - Essencial e geralmente cósmica.

Os nomes pelos quais esses fluidos eram designados na antiguidade variam conforme a maneira adotada por cada povo, na apresentação dos elementos de uma teoria reservada apenas a um pequeno número de iniciados.

A Alta Magia considera forças pouco conhecidas , mas naturais, que podem ser utilizadas de quatro formas:

a) 1ª - O homem atuando sobre si mesmo;

2ª - O homem atuando sobre seu mundo exterior;


b) 3ª - Os fluidos atuando no astro (a Terra);

4ª - Os fluidos atuando fora do astro (sistema solar).


As duas primeiras formas se referem aos fluidos de que o homem pode dispor, enquanto que as duas últimas dizem respeito aos fluidos espalhados na natureza, daí, segundo antigas concepções, surgem duas espécies de magia :

a Magia Microcósmica (a) e a Magia Macrocósmica (b).

Cada uma dessas quatro formas, funciona de duas maneiras:

a) a maneira pessoal;

b) a maneira cerimonial.

A maneira é pessoal, quando o fenômeno se opera sem o auxílio de qualquer rito exterior. É cerimonial no caso contrário.

Por esta última forma é que a Alta Magia se confina ao domínio das religiões.

Poder-se-ia mesmo dizer que a religião, em suas manifestações exteriores, não seria outra coisa além da Alta Magia cerimonial.

A esse respeito, disse Charles Barlet: “A Magia cerimonial é uma operação pela qual o homem procura, através do próprio jogo das forças naturais, reprimir as potências invisíveis de diversas ordens, a fim de que funcionem segundo o que delas é requerido”.

Daí os pantáculos, as substâncias especiais, as rigorosas condições de tempo e lugar que devem ser observadas.

Quanto à Magia Pessoal, sua importância não é menor. Somente ela poderá divulgar os segredos do mecanismo de duas forças empregadas quotidianamente pelo homem: o Amor e o Verbo.

O Amor é uma alavanca poderosa cujo papel Dante precisou neste verso, conclusão de sua obra:

“ L’Amor Che muove Il sole e l’altre stelle” ( O Amor, que move o sol e as outras estrelas).

E sobre o qual Papus se pronunciou com bastante ponderação:

“A Magia, considerada sinteticamente, é a ciência do amor”.

A Magia, no entanto, é também a ciência do verbo. E o verbo é outra alavanca, mais possante e ainda mais misteriosa que o amor.

Em sua natureza terrestre, o verbo é atributo unicamente do homem: é pelo verbo que ele exprime seu pensamento, que se comunica com seus semelhantes, que os convence às próprias idéias, os guia e conduz; é ainda pelo verbo que ele consegue acender o amor.

O verbo é quase desconhecido, não obstante, Dr. Baraduc constatou sua potência, assim corroborando os princípios mágicos:

“O Verbo”, disse ele, “chega a modificar a vitalidade visceral e psíquica do indivíduo e, sucessivamente, tornando-o subjetivamente doente ou bem de saúde”.

Podemos ver como são perturbadores os problemas que a Alta Magia envolve, da mesma forma como vemos o quanto são profundos os mistérios cujo véu ela ergue.

Compreende-se que tais problemas e tais mistérios tenham resfriado o entusiasmo da maioria dos adeptos e que ninguém tenha querido assumir a responsabilidade de divulgá-lo.


ALINE SANTOS
É Jornalista, Terapeuta Holística, Taróloga, Professora, Escritora, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica e Tarô Terapêutico.
Email: arcanjo.azul@hotmail.com

Bibliografia:

1 - P.V. Piobb, Formulaire de Haute Magie

2 - Papus, Tratado Elementar de Magia Prática

3 - Dr. Baraduc, La Force Vitale.

4 - Charles Barlet, artigo de L’Initiation

5 - Eliphas Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia

6 - Marcelin Berthelot, Origines de l’Alchimie

7 - Dante Alighieri, Divina Comédia